E não dava pra deixar de comentar como é diferente a educação de trânsito num país que valoriza a vida de seus cidadãos.... Nunca que no Brasil o Detran ou Denatran produziriam um vídeo assim!
Moto aos 40!
Se é verdade o que dizem sobre a vida começar aos 40, porquê não aproveitá-la sobre duas rodas? Esta é a minha experiência com moto aos 40!
quinta-feira, 20 de outubro de 2016
Segurança no trânsito
Assim como na rua somos todos pedestres, a maioria de nós é também motorista. Gostando ou não de moto, este é um vídeo educativo do Depto. de Trânsito do estado de Washington (USA) sobre segurança no trânsito, dirigido aos motoristas, que vale muito a pena ver.
E não dava pra deixar de comentar como é diferente a educação de trânsito num país que valoriza a vida de seus cidadãos.... Nunca que no Brasil o Detran ou Denatran produziriam um vídeo assim!
E não dava pra deixar de comentar como é diferente a educação de trânsito num país que valoriza a vida de seus cidadãos.... Nunca que no Brasil o Detran ou Denatran produziriam um vídeo assim!
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
Segurança de motos em pedágios
Já passou da hora das autoridades tomarem uma atitude visando a segurança dos motociclistas!!!
Já somos obrigados a pagar pedágio, o que não tem lógica (moto não desgasta a rodovia como caminhões e ônibus), e ainda somos forçados a parar em cabines convencionais, com o piso cheio de óleo dos carros e caminhões sem manutenção, e ainda nos expondo ao risco de não ser visto pelo veículo que vem atrás.
Não existe SemParar para motos, mas não porquê não haja tecnologia para isso, e sim por "falta de regulamentação" ?!?
Existe na Europa e nos USA, e eu mesmo já questionei a empresa que me respondeu que eles possuem a tecnologia para implantá-lo, mas não podem pois não há regulamento para isso.
Enquanto isso, esses caminhões velhos, sem manutenção e sobrecarregados rodam livremente por aí, com motoristas cheios de rebite e pó, colocando em risco a vida de todos que usam as rodovias.
Quem vai pagar o prejuízo desses motociclistas? Eles tiveram muita sorte de não terem sofrido ferimentos, mas e o prejuízo financeiro? Pelo estado do caminhão que os atropelou, dali não vai sair dinheiro algum.... O Estado, ou a Concessionária da rodovia vão pagar?
domingo, 2 de outubro de 2016
O fascínio da moto
Quem acompanha um ou mais grupos sobre motos no facebook, com certeza já se deparou com alguma fotomontagem com texto dizendo que se você não anda de moto, nunca irá entender porquê gostamos de pilotar, ou algo parecido.
Parece chavão, piegas, mas é verdade: não há mesmo como explicar a sensação e o prazer de pilotar uma moto. Palavras como liberdade, conexão com o mundo, etc. são bastante ouvidas, mas só mesmo pilotando, sentindo o vento na cara e vendo a paisagem sem uma gaiola de aço em volta de você é que se consegue entender isso. Eu mesmo não entendia, antes de ter moto.
Como disse antes, eu comprei a moto para me locomover mais rapidamente no caos paulistano, mas não demorou muito para descobrir que pilotar era um grande prazer, e depois disso minha relação com as duas rodas mudou radicalmente. Foi apenas umas duas ou três semanas após receber a CNH de moto que o meu amigo A. me convidou para participar de um passeio até Campos do Jordão, junto com várias outras motos.
Naquela época, ele rodava muito com um grupo de amantes de motos Harley-Davidson, o HOG (Harley Owners Group) ligado à uma concessionária de SP. A fábrica obriga as suas concessionárias a formar estes grupos de motociclistas, para oferecer alternativas de passeios aos donos de motos da marca, e assim, estimular as vendas, já que os pontos de encontro são sempre nas lojas da marca. Ele era da diretoria do HOG e eu passei a rodar bastante com eles, mas de Citycom. Para minha surpresa, me receberam muito bem e não tive dificuldades em acompanhá-los na estrada.
Passei a fazer passeios regularmente, aos finais de semana, e também organizei alguns com outros donos de Citycom que conheci através do fórum de internet sobre o scooter. Por fim, comecei a apreciar também os passeios sozinho, meio sem destino, coisa que ainda gosto bastante hoje em dia. Paisagens bastante conhecidas de carro transformaram-se em paisagens completamente novas de moto. Sem a gaiola de aço nos envolvendo, as paisagens são mais detalhadas e bonitas, as cores mais vivas, os cheiros mais presentes. Passamos a interagir com a estrada, em vez de apenas passar sobre ela alienados pelo conforto e silêncio do automóvel.
O carro, aliás, acabou meio que esquecido na garagem, só sendo usado raras vezes. Passei a fazer tudo o que eu podia de moto, especialmente quando o senso comum diria que é hora de usar o carro - nos dias de chuva! Em sampa há um fenômeno bastante curioso: basta que caiam três ou quatro pingos de chuva que os motoristas parecem esquecer de como se dirige, e se tornam todos uns domingueiros. O trânsito trava sem razão aparente, de tal forma que os tempos de viagem se duplicam, triplicam, etc. etc. De moto isso deixa de ser um problema, pois temos a agilidade necessária para driblar isso e chegar rapidamente ao destino.
Em pouco tempo, a kilometragem da minha moto disparou, e rodei mais de 20 mil km no primeiro ano. Desde então, nunca mais usei o carro como principal meio de locomoção, especialmente para o lazer.
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
A Galeguinha
Foi
num sábado de manhã, estava mais que pronto pra ir buscar minha Citycom na concessionária.
Olho pra fora e tá garoando! Que droga, não queria tirar ela na chuva, ainda
mais que nunca tinha pilotado moto no trânsito.
Dei
uma enrolada em casa, quando foi 9h decidi ir com garoa e tudo. Cheguei na loja
e São Pedro me mandou um solzinho que secou a pista. Falei com o vendedor, a
moto estava pronta na entrada da oficina.
Fiz
uma inspeção detalhada e achei 2 problemas: as tampinhas plásticas que cobrem
as cabeças dos parafusos dos retrovisores estavam rachadas, e tinha um risco na
dianteira, no protetor de mão do lado direito. Era uma batida de alguma
ferramenta e tinha lascado a pintura. Na hora mostrei e eles trocaram tudo ali,
na minha frente. Esperei uns 20 min., enquanto eles arrumavam, e eu batendo
papo com o vendedor. Casualmente mencionei que seria a primeira vez que iria
pilotar no trânsito, e contei que era recém-habilitado e tal. O vendedor,
coitado, ficou super apreensivo, tentou me fazer desistir de levar a moto
sozinho. Não cedi e saí com a moto, mesmo com o vendedor tentando me convencer
a chamar algum amigo que soubesse pilotar....
Na
porta da loja deu aquele medo, afinal, estava prestes a entrar na maior avenida
de Santo André, e ainda com faixa exclusiva de ônibus na direita, que eu ia ter
que atravessar pra sair. Acelerei e fui, e deu tudo certo, rapidinho estava me
sentindo como se já conhecesse a moto. Claro que fui na manha, sem pegar
corredor, parando na fila de carros, mas deu tudo certo.
O
maior susto foi quando, parado no semáforo, a moto ainda sem placa e eu sem CNH, me
passam 4 motos da ronda da PM. Por sorte nem olharam pro meu lado e seguiram
reto, ufa!!
Levei
a Citycom pra casa, e já fui planejando como iria me acostumar com ela. Decidi
que iria me limitar a dar umas voltinhas com ela aos poucos, só no bairro, pra
ir pegando o jeito, e foi o que fiz. No dia de levar pra emplacar, como ainda
estava sem a CNH de moto, pedi a um amigo para levá-la, e eu acompanhei de
carro.
Na
semana seguinte, quando saiu a CNH, comecei a testar os caminhos pro trabalho,
aos sábados à tarde. Demorei mais umas semanas pra me sentir confortável de ir
de scooter num dia normal, até que criei coragem e fui. Foi assustador!!!
Trânsito
travado, corredor e mais corredor, moto-boys buzinando e me empurrando,
xingando, mas em poucos dias me acostumei a pegar rotas com menos motos e no
fim de um mês ou dois, já estava totalmente à vontade, inclusive nas
inevitáveis chuvas.
Foi
aí que comecei a notar algo inesperado: meu carro começou a ficar cada vez mais
encostado, e nas vezes que saía com ele, o trânsito me irritava de tal modo que
chegava a estragar meu humor pro resto do dia. Andava de carro no meio das
faixas, como se fosse embicar ele no corredor entre os carros, em vez de me
alinhar atrás dos outros. Fiquei totalmente sem paciência para cuidar do carro,
justo eu que anotava cada abastecimento num caderninho, juntava cada nota
fiscal de troca de óleo numa pasta. Comecei a negligenciar a manutenção do carro,
e só tinha olhos pra Citycom.
Ela
até ganhou um apelido, Galeguinha. E muitos acessórios.....
Sem
me dar conta, respirava motos. Passei a frequentar sites e fóruns na internet
sobre ela, e sobre outras motos. Logo era moderador de um fórum da Citycom, e
comecei a escrever sobre mecânica, a fazer avaliação de acessórios e de
oficinas, e fiz amigos, muitos amigos.
Virei um “motociclista” !
Virei um “motociclista” !
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
Moto aos 40 !!!!!!!
Antes
dos 40, a única vez em que havia subido num veículo motorizado de 2 rodas foi
ainda garoto, na garupa de uma mobilete de um primo na Itália, por exatos 5
segundos..... eu sentei, ele arrancou e eu caí pra trás!
Sempre
fui um apaixonado por carros, daqueles de conhecer de cabeça detalhes técnicos
de modelos e motores, e ficar horas a fio no salão do automóvel admirando e
namorando os carros de sonho. Ainda garoto, enchia as paredes com pôsteres de
Ferraris, Lamborghinis e Porsches, e quando tirei carta aos 18, não largava meu
carro por nada. Tive jipes e fiz muita trilha, dirigi caminhão e carreta, e até
trator, mas nunca senti vontade de rodar de moto, mesmo gostando de pedalar por
lazer e ter tido diversas bicicletas na juventude.
Achava
algumas motos bonitas, mas não tinham maior apelo que isso para mim. Foi só com
quase 40 anos de idade que comecei a cogitar de ter uma moto para lazer, por
influência de um amigo que sempre me falava de como ele curtia a moto dele, mas
não passou da fase das idéias.
Foi
em 2012 que acabei retomando com força a idéia, mas não por lazer e sim por
falta de paciência com o trânsito caótico dessa cidade que eu odeio e amo ao
mesmo tempo, São Paulo. Eu morava no ABC Paulista e trabalhava em São Paulo, na
zona Oeste às margens da rodovia Raposo Tavares, e meu percurso de uns 35km
aproximadamente, me tomava praticamente 2 horas pela manhã e mais 2 à tarde, ou
então era obrigado a dar uma volta enorme pelo Rodoanel, rodando quase
200km/dia mas reduzindo o tempo de percurso a “apenas” 2,5 horas diárias.
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Após
um ano nessa rotina, minha tolerância para trânsito pesado, que nunca foi boa,
tinha praticamente sumido, e foi assim que renasceu a idéia da moto, mas com
algumas alterações. Se antes eu pensava na moto como um instrumento de lazer,
para passeios calmos aos finais de semana, agora eu a via como um meio de me
livrar dos congestionamentos e ganhar a tão invejada agilidade dos motoboys.
Comecei a matutar a idéia, primeiro sozinho e depois junto com a esposa, que
inicialmente torceu o nariz mas acabou vendo que eu tinha lá uma parcela de
razão.
Eu
mesmo demorei um pouco a me convencer, afinal, estatísticas de mortes e
acidentes de motoqueiros em SP estavam sempre nos noticiários diários, e com
uma filha pequena em casa, muita coisa passa pela nossa cabeça, mas no final o
sangue italiano e as décadas de história das duas rodas na terra natal
começaram a fazer sua pressão e acabaram por me mostrar que, no fundo, eu
poderia me valer da agilidade das duas rodas pois era algo comum na Itália,
onde todos andam de scooter e etc.
O
passo mais difícil foi vender a idéia para os meus pais, mas finalmente
consegui, ou pelo menos os venci pelo cansaço, e eles relutantemente pararam de
reclamar abertamente. Bom conhecedor das mães italianas, sei que a minha não
ficou nada tranquila.......
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Durante
este processo eu decidi que antes de comprar qualquer coisa eu iria fazer a
motoescola e tirar a bendita carta A. Pensei que assim eu poderia eventualmente
desistir se não gostasse, sem ter investido nada significativo. Procurei uma
motoescola próxima do trabalho e me inscrevi, indo logo para as aulas práticas
lá no estacionamento da Bienal.
No
primeiro dia acordei super cedo para poder chegar lá e fazer a aula antes do
trabalho. Alguns dias antes já havia comprado um capacete, para não ter que
usar aquele compartilhado da motoescola (nojento!), e posso dizer que fiz uma
compra bem ao estilo marinheiro de primeira viagem... Que porcaria de capacete!
Usei pouquíssimo e me livrei dele logo que pude.
Cheguei
na aula com um frio na barriga, tentando imaginar como seria o primeiro contato
com a moto. Para minha surpresa, o instrutor logo disparou: “sabe andar de
bicicleta? Ótimo, sobe naquela preta ali e dá umas voltas no oval ali.” Virou
as costas e foi fazer outra coisa.
-
Péra! Como???
Mesmo
sem nunca ter subido numa moto, montei na CGzinha que já estava ligada
esquentando e fui na fé, lembrando do que tinha lido em preparação às aulas.
Engatei a primeira e saí queimando embreagem pra ela não morrer. Em um minuto
já tava pegando o jeito da coisa, mas daí cheguei na curva..... fui indo, com o
pé pronto pra apoiar se ela tombasse e tudo bem. Em pouco tempo já tava menos
tenso e rodando no oval.
As
aulas foram se sucedendo e eu fui pegando o jeito, passando pro circuito do
exame, e tentando aprender a me equilibrar nas manobras que pareciam super
desafiadoras – o slalom de cones, o caracol e a prancha, até o dia da prova
prática que, claro, bombei. Remarquei, fiz mais umas aulas e finalmente passei.
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Nesse
meio tempo eu havia começado a pesquisar sobre qual scooter comprar. Eu estava
decidido pelo scooter, pois achava que seria mais prático e fácil, não
precisaria passar marchas nem frear com o pé. Como sempre, quando a gente
começa a se interessar por algo, começa a enxergar mais aquela coisa, e eu me
surpreendi com a quantidade de scooters que passaram a chamar minha atenção na
rua. Uma em particular me cativou, a Dafra/SYM Citycom 300i, que naquela época
estava sendo adotada largamente pela Porto Seguro para sua frota de atendimento
e resgate rápido a segurados. Achei seu porte mais adequado ao meu tamanho,
evitando que eu parecesse aquele “urso na bicicletinha”.
Fui
pesquisar, conversei com amigos e li vários blogs na internet, especialmente o
do meu amigo e conterrâneo Fabrizio (http://citycom300.blogspot.com.br/) e me convenci de que era a escolha
certa pra mim. Uma semana antes do meu 40º aniversário, entrei na
concessionária Dafra de Santo André e comprei minha Citycom 12/13 branca,
zerinho. Tirei ela de lá dia 30 de junho de 2012, iniciando um ciclo que vou
contar em outras postagens.
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